7 de abril de 2012

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DO LIXO


Adriana Teixeira Simoni


Do caminhar e cantar da canção de Geraldo Vandré, que acabou por inspirar esse texto, intento externar numa antiga lição quando se morria pela pátria e vivia por paixão. Todavia, os tempos andaram muitas vezes na contramão das demandas e necessidades sociais desse pais . E não se pode negar que ainda que a tropeços, pouco se conquistou e muito se deixou pelo caminho.

Em épocas que a imprensa e todas as condutas eram apontadas e controladas. Quando tudo deveria exalar perfume de flores e nunca da contrariedade ou da discórdia das ideias impostas por Generais e outros;  muitos ainda corriam  perigo de serem esfolados pelos domínios preponderantes da época, pois  instigavam com voluntariedade  a mudança e a democracia que desejavam.
A liberdade de ideias adentrou a roda da diversidade nos infortúnios e na extremidade;  nas glórias, como ainda hoje, são muitos com nada e poucos com muito. A angústia apenas mudou de forma, pois  agora vivemos na angustia de não saber sobre o futuro...

A angústia tenta se disfarçar no consumo das tecnologias que são as armas usadas pelo poder para que todos fiquem inertes, felizes, imóveis.  Todavia funcionais na ciranda comercial onde pouco importa se capaz de interpretar as próprias mensagens que escreve através das mesmas tecnologias que manipulam, o que importa mesmo: é que saibam operar quando solicitado uma urna eletrônica...

Nesta angustia sobre o futuro desse país, que vislumbra o progresso, mas que, não investe nada em sua própria coletividade, apenas vive de indicativos que não falam a verdade, pois nos mostram por telescópio a situação do país , não usam a lupa necessária para ver detalhes.  Apenas  servem  para  ilustrar a vaidade dos interesses políticos.

A  sociedade, “feliz pelo consumo”, vive assustada pela falta de disciplina e pela violência instalada  no desinteresse político  na qual nem  mantém a ordem , nem tão pouco avança   na conquista do progresso.  Porém neste caso,  tenta combater  a corrupção no meio político , esse já falido de créditos,para  assim  reconquistar alguma confiança.

Enfim, as tecnologias avançam para a sobrevivência do consumo e felicidade da nação. Porém  paralelamente cresce o lixo, o resíduo inerente desse progresso individualizado de crescimento.  Todo  avanço tecnológico  também é diversificado para dar o destino correto a esses, mas o que se vê na verdade...É muito lixo pelas esquinas.

A melhor escolha para o destino final do Lixo seria  garantir preservação do ecossistema gerando  emprego e renda e  incluindo com respeito e seriedade o serviço das cooperativas de reciclagem e catadores, para assim ostentar o tripé econômico, social e ambiental da sustentabilidade no município.

Tanto o lixo como as flores podem nos silenciar. O lixo pelo seu odor quando acumulado em grades volumes e as flores pelo perfume que pode nos inebriar. Já na política, jamais devemos nos silenciar; proteste, manifeste sempre sua inconformidade, vote consciente!


Quando acreditavam nas flores vencendo canhões, acreditavam na possibilidade de mudanças. Hoje se confiarmos na riqueza que é o lixo, ganharemos a tão sonhada sustentabilidade do planeta como conquista para o futuro das próximas gerações. Por tanto, vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer...



Um comentário:

Vanessa Gaia disse...

É amiga só quem sabe faz mesmo, as pessoas tem preguiça de dar o rumo certo para o lixo que sobra do seu consumismo, e o planeta é quem paga por esta preguiça...xeros amiga

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